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“Atacar Palma foi uma grande vitória para os jihadistas”

áudio 13:42
Come?aram hoje a desembarcar em Pemba os 1.200 deslocados do ataque do último dia 24  de Mar?o a Palma.
Come?aram hoje a desembarcar em Pemba os 1.200 deslocados do ataque do último dia 24 de Mar?o a Palma. REUTERS - STRINGER

“Atacar o maior investimento em áfrica foi uma grande vitória para os jihadistas”, “n?o só porque fez recuar a Total na retoma dos trabalhos, mas também porque fez com que se colocasse na agenda internacional o conflito mo?ambicano", as palavras s?o de Sérgio Chichava, investigador ligado ao IESE em Mo?ambique, que defende a solu??o para o conflito passa pela "profissionaliza??o das For?as de Defesa e Seguran?a" e pelo "diálogo", basta haver "vontade e coragem”.

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Mais de uma semana depois do ataque à vila de Palma, a localidade está longe de estar controlada pelas for?as de seguran?a mo?ambicanas e “a situa??o é bastante instável e complexa”, sublinha Sérgio Chichava, investigador ligado ao Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Mo?ambique.?

N?o se sabe quem controla a vila de Palma, o que é certo é que os combates continuam e as comunica??es com aquele ponto do país continuam cortadas, n?o é possível comunicar com Palma”.?

Questionado sobre a dificuldade das For?as de Defesa e Seguran?a de Mo?ambique em neutralizar os insurgentes, Sérgio Chichava come?a por sublinhar as especificidades do terreno, “Palma é uma regi?o bastante densa” e o facto de os jihadistas ser encontrarem também “infiltrados entre a popula??o e militares" tem dificultado a ac??o das For?as de Seguran?a.

O investigador acrescenta que o ataque foi bem preparado e "apanhou desprevenidas” as For?as de Defesa e Seguran?a, que “consideravam Palma uma zona ultra-securizada”.

A mensagem dos insurgentes passa, segundo Chichava, por mostrar “ao mundo que eles existem” e que têm poder. “Atacar o maior investimento em áfrica foi uma grande vitória para os jihadistas”, “n?o só porque fez recuar a Total na retoma dos trabalhos, mas também porque fez com que se colocasse na agenda internacional o conflito mo?ambicano".

O ataque a Palma veio mostrar que “est?o contra o capital internacional naquela regi?o” e que a península de Afungi “n?o pode ser considerada com intocável". Aliás, “nenhum espa?o do distrito de Cabo Delgado está a salvo”.?

Mo?ambique está a fazer face a uma situa??o que sozinho n?o está em condi??es de resolver”. Todavia, muitas s?o as vozes críticas que denunciam a recusa de Maputo à ajuda internacional. Sérgio Chichava acredita que “aos poucos há sinais de que o Governo vai cedendo, porque o país n?o está preparado para fazer face a esta situa??o” e alerta que n?o há zona nenhuma do distrito de Cabo Delgado e mesmo distritos vizinhos que esteja a salvo.

Que solu??o para a instabilidade no norte de Mo?ambique?

A solu??o, a curto/médio prazo, passa pela profissionaliza??o das For?as de Defesa e Seguran?a” e pelo "diálogo". “Penso que é possível negociar e que essa via deveria ser privilegiada”. é, nas palavras do investigador do IESE, necessário procurar e encontrar esses rostos: “é preciso procurá-los e conversar com estas pessoas para saber o que querem e como se pode resolver este conflito antes que seja tarde demais”. Para tal, “é preciso vontade e coragem”, concluiu.?

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