Turquia confina em pleno Ramad?o para controlar pico de infec??es de covid-19

Un drapeau turc aux c?tés du drapeau azerba?djanais dans les rues de Bakou, le 14 octobre 2020 en pleine guerre du Haut-Karabakh avec l'Arménie.
Un drapeau turc aux c?tés du drapeau azerba?djanais dans les rues de Bakou, le 14 octobre 2020 en pleine guerre du Haut-Karabakh avec l'Arménie. AFP - TOFIK BABAYEV

Perante um aumento descontrolado de casos de infec??o no fim de Abril, que chegou às 60 000 infec??es diárias, o presidente Recep Tayyip Erdogan decretou 17 dias de confinamento total e rigoroso, para tentar salvar a época turística alta que se aproxima.

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O objectivo é voltar aos 5000 casos de infec??o diária no fim do mês de maio, o que permitirá a reabertura do turismo no país, um sector vital para a economia turca. Actualmente a Turquia tem registado uma média de 37,000 novas infec??es, e cerca de 350 mortos/dia, o quarto país no mundo em termos absolutos com maiores níveis de infec??o, a seguir à India, Brasil e EUA.

En pleno Ramad?o o país fechou novamente na passada sexta-feira, e assim continuará até ao próximo dia 17 – os alunos regressaram a casa, e fecharam todas as lojas e centros comerciais, e actividades consideradas n?o essenciais.

As viagens entre cidades est?o limitadas e só s?o permitidas com autoriza??o. Apenas permanecem abertas as lojas de produtos alimentares, e a indústria.

Os tradicionais jantares familiares de Iftar, que marcam diariamente o fim do jejum diário, est?o desencorajados, e as férias do fim do Ramad?o (Ramazan bayram), um dos principais eventos no calendário anual, em que todos os turcos viajam para as vilas e aldeias de origem, para se juntar à familia, agora proibidas.

O governo decretou também uma polémica proibi??o de venda de álcool, o que levou a uma corrida aos supermercados antes do confinamento.

Segundo muitos críticos, esta n?o tem justifica??o sanitária, e é mais uma tentativa de impor regras e costumes islamicos a uma sociedade laica – enquanto isso, muitas lojas continuam a vender álcool, numa atitude de desafio, com advogados e juristas a confirmarem que a medida é ilegal e n?o tem fundamento jurídico.

Este pico de infec??es, e confinamento, surge mesmo depois da Turquia ter administrado mais de 23,3 milh?es de doses, sobretudo da vacina chinesa Sinovac, a cerca de 28% da popula??o.

Ainda assim, e à semelhan?a do que acontece com as vacinas na Europa, tem havido atrasos na entrega, pelo que o Governo turco assinou agora um acordo para comprar 50 milh?es de doces da vacina Russa Sputnik, que também come?ará a ser produzida na Turquia, e já tinha encomendado 90 milh?es de doses da vacina da Pfizer, que também já come?aram a chegar ao país.

Ou?a aqui o relato do correspondente na Turquia, José Pedro Tavares:

Correspondência de Ancara, 04/05/2021

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