Myanmar

Conselho de Seguran?a da ONU condena firmemente a violência no Myanmar

Rangum, no dia 27 de Mar?o de 2021.
Rangum, no dia 27 de Mar?o de 2021. ? ASSOCIATED PRESS

O Conselho de Seguran?a da ONU "condenou firmemente" a repress?o militar no Myanmar, onde de acordo com a sociedade civil, mais de 540 pessoas, incluindo crian?as, foram mortas desde o golpe do dia 1 de Fevereiro.

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Segundo os últimos dados da Associa??o de Assistência aos Presos Políticos (AAPP), cerca de 543 civis, entre os quais mais de 40 menores, foram mortos pelas for?as de seguran?a birmanesas, no espa?o destes últimos dois meses. A ONG Save the Children constata até que o número de crian?as e adolescentes mortos duplicou nos últimos doze dias. Estima-se contudo que o número de vítimas mortais possa ser mais importante, tendo em conta que foram detidas mais de 2.700 pessoas e que muitas se encontram incomunicáveis ou desaparecidas.

Neste contexto já difícil, a junta militar ordenou o corte da internet para impedir os contestatários de se mobilizarem nas redes sociais e de difundirem imagens da repress?o. Em resposta, os grupos anti-golpe encontraram meios de contornar estes novos obstáculos, nomeadamente através de sistemas de alerta por SMS e ontem foi difundido um apelo para que cada um deixe flores em paragens de autocarros, em homenagem aos manifestantes mortos pelas for?as de seguran?a.

Perante esta situa??o e ao cabo de dois dias de negocia??es renhidas, o Conselho de Seguran?a "expressou a sua profunda preocupa??o com a rápida deteriora??o da situa??o" e condenou "firmemente" a violência da junta militar no Myanmar. Esta declara??o unanime foi o consenso possível entre os membros deste órg?o em que os Estados Unidos e a Gr?-Bretanha que já aplicam san??es contra o regime militar, preconizavam um texto mais forte, enquanto a China e a Rússia, tradicionais aliados do exército birmanês, têm marcado a sua oposi??o a medidas coercitivas.

Apesar de n?o imporem san??es, os países vizinhos dos quais o Myanmar depende para as suas trocas comerciais, também marcaram a sua rejei??o. A Tailandia diz-se "seriamente perturbada" por esta situa??o. As Filipinas, a Malásia, a Indonésia e Singapura também condenaram a situa??o com veemência. Numa entrevista divulgada ontem à noite, a chefe da diplomacia de Singapura deu conta do seu repúdio."Estamos alarmados e consternados com a escalada de violência ", disse Vivian Balakrishnan.

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