Guiné-Bissau/Greve

Guiné-Bissau: 30 dias de nova greve geral na fun??o pública

Logótipo da UNTG.
Logótipo da UNTG. ? facebook.com/untg.untgcs.9/photos

Início, esta segunda-feira, de nova greve de um mês na fun??o pública guineense. A paralisa??o foi convocada pela Uni?o Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau depois de falhadas as negocia??es com o Governo. O secretário-geral da UNTG, Júlio Mendon?a, acusa o Governo de falta de sensibilidade para com a situa??o dos trabalhadores.

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A principal central sindical da Guiné-Bissau avan?ou, na semana passada, com novo pré-aviso de greve para o mês de Maio, com base na "insensibilidade do executivo em corresponder às exigências dos trabalhadores" guineenses.

O secretário-geral da UNTG, Júlio Mendon?a, acusa o Governo de falta de sensibilidade para com a situa??o dos trabalhadores. Uma posi??o partilhada pelo analista social Armando Lona que aponta o dedo aos governantes: “a UNTG tem raz?o para fazer greve porque o país foi submetido a uma austeridade gritante. Em plena pandemia da Covid-19 este Governo decidiu alargar a base tributária do país com a entrada em vigor de cinco novos impostos. Enquanto em outros cantos do mundo os governos est?o a aliviar a tributa??o, na Guiné-Bissau aconteceu exactamente o contrário. Os titulares dos órg?os de soberania est?o a receber acréscimos nos seus subsídios, gratifica??es injustificadas, ao mesmo tempo o trabalhador é submetido a um regime de austeridade que ninguém consegue justificar. A UNTG enquanto representante máxima da classe trabalhadora tem a responsabilidade de contestar esta injusti?a jamais vista”.

Nas últimas semanas, executivo e sindicato sentaram-se à mesa das negocia??es. O primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, chegou mesmo a afirmar que as negocia??es estavam a correr "muito bem" e que tinham chegado a um "entendimento". Mas, pouco depois, a UNTG denunciou a ausência de contactos após ter apresentado a sua contraproposta ao elenco governativo.

Desde Dezembro que a Uni?o Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) tem convocado greves gerais na Fun??o Pública. A central sindical exige do Governo a exonera??o de funcionários contratados sem concurso público, melhoria de condi??es laborais e o aumento do salário mínimo dos atuais 50.000 francos CFA para o dobro.

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