Fran?a/áfrica

Revista Jeune Afrique perdeu o seu emblemático fundador Ben Yahmed

Béchir Ben Yahmed, no seu escritório de Jeune Afrique.
Béchir Ben Yahmed, no seu escritório de Jeune Afrique. ? Bruno Lévy para JA

Faleceu aqui em Paris nesta segunda-feira o fundador da revista Jeune Afrique. O franco-tunisino Béchir Ben Yahmed tinha 93 anos acabou por ser vítima da Covid-19. Ele privou de perto com grande número de vultos da luta anti-colonial de áfrica, mas também da ásia ou da América.

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Oriundo da ilha tunisina de Djerba Béchir Ben Yahmed lan?ou em 1960 em Tunes a revista que se viria a tornar na panafricana Jeune Afrique, uma referência francófona em áfrica.

Esse ano foi o ano, por excelência, das independências das antigas colónias francesas em áfrica, precisamente.

Desde ent?o a revista, sedeada em Paris, viria a ser, mesmo, alvo de 4 atentados ou tentativas de atentados, a come?ar em 1961 por um atribuído à OAS, Organiza??o do exército secreto, favorável à presen?a francesa na Argélia.

A luta pela descoloniza??o, nomeadamente da áfrica lusófona, teve muito eco por parte do semanário que, desde o início dos anos 2000 acabou por ficar sob as rédeas de dois dos seus filhos e de Fran?ois Soudan.

Ben Yahmed n?o deixava indiferente e foi frequentemente acusado de condescendência em rela??o a certos regimes autoritários africanos.

Ele acabaria por influenciar, porém, toda uma gera??o de jornalistas, tendo privado com figuras da luta anti-colonial como Bourgiba, da Tunísia, o marroquino Ben Barka, o antigo presidente argelino Ben Bella, ou ainda o egípcio Nasser, o ganês Nkrumah ou Lumumba do antigo Congo belga; ou ainda Che Guevara em Cuba ou o vietnamita H? Chi Minh.

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