Costa do Marfim/TPI absolve Laurent Gbagbo

Costa do Marfim: esposa de Laurent Gbagbo regozija-se com o seu regresso eminente ao país

Simone e Laurent Gbagbo, absolvido pelo TPI de crimes de guerra e crimes contra a humanidade a  de mar?o de 2021.
Simone e Laurent Gbagbo, absolvido pelo TPI de crimes de guerra e crimes contra a humanidade a de mar?o de 2021. ? Facebook

Simone Gbagbo esposa do antigo Presidente Laurent Gbagbo, que a Costa do Marfim recusou entregar ao TPI, regozijou-se com o seu regresso ao país o mais brevemente possível, depois da sua absolvi??o a 31 de mar?o pelo TPI de alegados crimes contra a humanidade, perpetrados durante a crise pós-eleitoral despoletada em novembro de 2010, quando Laurent Gbagbo?recusou?reconhecer a vitória do seu rival Alassane Ouattara, violência que em cinco meses causou mais de 3.000 mortos.

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A Frente Popular Marfinense - FPI - partido de que Laurent Gbagbo é presidente e a sua esposa Simone Gbagbo vice-presidente, está dividido em duas fac??es rivais, mas todos festejam?a absolvi?ao do seu líder, o seu próximo regresso à Costa do Marfim e apelam à reconcilia??o, a come?ar por Simone Gbagbo, que mal soube da sua absolvi??o pelo TPI declarou:

"Estou muito contente, muito, muito, muito feliz pelo que se passa neste momento, pelo que vivemos hoje, finalmente a justi?a decidiu e é uma boa coisa. é normal que ele regresse a Abij?o, é a casa dele?n?o ? Ele foi?chefe de Estado, é chefe de família, é presidente de um partido, todos o aguardam, nós esperamo-lo e estamos muito, muito, felizes?em recebê-lo daqui a pouco tempo, esperamos que tal aconte?a o mais brevemente possível".

Simone Gbagbo de 71?anos, vice-presidente do FPI - Frente Popular Marfinense, ex-deputada e?presidente do seu grupo parlamentar, foi presa com Laurent Gbagbo em?2011, ambos acusados de crimes contra a humanidade, mas a Costa do Marfim recusou entregá-la ao TPI, contrariamente ao seu marido.

Em 2017 a justi?a marfinense absolveu-a deste crime, mas condenada a 20 anos de prisao por atentado à seguran?a do estado, ela esteve detida 7 anos?na Costa do Marfim, tendo sido?libertada a?8 de agosto de 2018, no quadro da?amnistia decretada pelo?Presidente Alassane Ouattara.

A crise pós-eleitoral despoletada em novembro de 2010, quando Laurent Gbagbo recusou reconhecer a vitória de Alassane Ouattara nas elei??es presidenciais, causou mais de 3000 mortos em cinco?meses.

Simone Gbagbo, liderou uma célula de crise, que era um verdadeiro org?o de decis?o a nivel da seguran?a do Estado - o GPP ou Grupo dos Patriotas para a Paz - ela foi acusada por um membro de financiar esta célula, criada 2002 apos o golpe de estado falhado dos ex rebeldes das For?as Novas FN contra Laurent Gbagbo,?constituido por milicias que organizaram ataques e assassínios de?opositores civis e militares próximos de Alassane Ouattara.?

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